A RUA É DAS MINAS

Atualizado: Mai 29

Ocupar,  intervir estar na cidade sempre foram papéis ligados ao gênero masculino. Por umas história mal contada que dizia “Mulher é sexo frágil “. E o patriarcado introduziu isso na sociedade. Criou-se tarefas domésticas que até hoje é direcionado as mulheres. Com isso as mulheres sempre foram criadas para o privado. A criação dos filhos, cuidar da casa. Direito à cidade pelas mulheres já vem desde de sempre mas o dos fatos mas marcantes foi quando a greve das operárias no dia 8 de março de 1975.Onde elas reivindicaram por melhores condições de trabalho, por licença maternidade entres outros direitos . Infelizmente o fato mas em destaque nessa e foi a morte de 126 operárias, por um incêndio. No de correr por direitos temos milhões de fato que marcaram a luta das mulheres, por direito a voto, reivindicar por direito a maternidade ,ao corpo e outros milhares de direitos sempre nos negado. Fazendo recorte atual dessa luta vem dos anos 2000. Aonde foi criado a Marcha Mundial das  Mulheres. Uma articulação mundial de mulheres que pensam em se colocar como sujeito político. Marcha é bem forte nos BUZARCA (batucada feminista feito com matérias reciclados),seus lambes anti-machista, anti – racista, antis-lgbtfobico. E muito politizado. Esse vem o ocupar as ruas em intervir na cidade os lambes feministas da MMM, as vendedoras de frutas, acarajés, ambulantes, pixadoras, ativistas, poetizas, jornalistas livres, graffiteiras, trabalhadoras, estudantes. Milhares de mulheres circulam pelas ruas, pelas cidades. Mas a cidade foi feita pras mulheres. Mesmo lutando por direitos não nos sentimos no direito de estar nas ruas. Principal e melhor o fato de não estarmos intervindo na rua é o cruel MACHISMO. Machismo principal inimigo das mulheres, machismo que oprime, machismo que mata, que inviabiliza. Quando as mulheres passam a se colocar como, o sujeito que tem direito de não se oprimir. E vai pra ruas pra lutar, pra intervir, empodera essas mulheres e outras mulheres. A representatividade da força. A rua um espaço de disputa, e nova geração de mulheres estar vindo com esse gás. Mulheres ocupando a cidade nas luas trabalhistas, movimentos sociais, politicas e nas artes urbanas (graffiti e pixação). A intervenção urbana seja ela qual for é um direito de ocupar, mas o que ocorre um troca de valores.

                                          

O opressor passa a ser o oprimido e oprimido passa ser opressor. Para que oprimir mas essa classe. E na visão das mulheres ocorre, pois essa opressão vem acompanhado do machismo. Graffiti e o pixo são vertentes de um intervenção muito próxima e  muito misógino, como qualquer outra ambiente da sociedade patriarcal. As MINAS assim como colocada no Hip-Hop são bem  atuantes e muitas em todo território brasileiro, com uma qualidade técnica. Mas ainda invisíveis, pois se trata de disputar a cidade com outros homens as empresas privadas, propagandas, machismo.

Analisando o graffiti e o pixo brasileiro teremos poucas mulheres nas ruas. Desses motivos é o fator que colocamos lá em cima que somos criadas pro privado . Essa fator impede muitas mulheres em estar nesses espaços .O medo de não sentir capaz, medo de estar na rua e sofrer vários tipos de violência . Só fato de ser mulher estar na rua já trás um medo a qualquer mulher. Hoje tem um frase muito comum entre as mulheres da street art que é RESPEITE AS MINAS, pra se colocar que os homens respeitem as mulheres que estão nesse mesmo espaço. Essa fase acaba sendo uma estimula pra muitas MINAS que por causa do machismo não começam a ocuoar a cidade com suas intervenção, outro fator de fortalecimento é crew, coletivos e ganga auto organizadas que as MINAS fortalece umas às outras com a SONORIDADE. Grande exemplo dessas construções é articulação dos anos 2006 à 2009 AS GRAFFITEIRA BR, que ocorreu encontro em vários estados brasileiros.

Hoje em dia a rede NAMI, tem grande força organizando a oficinas pra mulheres negras e a luta contra violência doméstica na figura de Panela Castro. Em Minas Gerais temos a crew de mulheres MDM(Minas de Minas) que hoje são referência em crew de mulheres no Brasil. No nordeste podemos citar Donas do Rolê crew feminista de graffiti na Bahia, Coletivo Cores do amanhã em Recife no norte a crew Trakinas. Na minha geração a crew Só Calcinha Crew. E a de pixadoras Donas do Paraná.Figuras em MINAS que intervém na cidade pixadora Deza de Sergipe, graffiteira Drika Chagas da cidade de Belém, graffiteira Mika do Rio de Janeiro que organiza evento Cores e Valores, Zi Reis de Minas Gerais e das grandes referências do graffiti feito por mulheres Nina Padolfo, Tikka Meszaros e Dninja.Alguns nomes citados mas temos mais coletivos crews. Analisando vemos que temos muitas minas ocupando e intervindo nas ruas sendo elas ativistas, feministas colando lambe ou fazendo batucadas, as jornalistas livres ocupando as ruas como ninas. Pixadoras ou graffiteiras intervindo com suas escritas ou personagens. Às ambulantes que são figuras que representam o que é ocupar as ruas. Como de sobrevivência. Na luta do sustento de sua família.Na guerra contra o RAPA, entre tantas de nós. Que ocupa essa cidade as ruas que por muitos anos nos foi negada.

Texto: Chermie Ferreira

@chermiearts

Fotos acervo pessoal e da internet

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